Aracaju, 26-10-2017.
Caros amigos:
Divulgo mais um fragmento da minha vasta
biografia, que representa um cartão de visita.
Ao completar 12 anos de idade eu já morava
nesta capital com a minha mãe e oito irmãos que ela, sozinha, criou e educou.
O Destino foi cruel com a maior estilista e
professora de corte e costura de Sergipe, uma vez que a matou de câncer aos 42
anos.
Nos primeiros dias da acima citada idade, fui
matriculado numa escola de datilografia. O curso era de um ano, porém, eu concluí em 3
meses.
Já era o mais rápido datilógrafo do Brasil.
A minha mãe me empregou num cartório
importante, cujo nome do proprietário era Haráclito Barros.
Durante um ano eu datilografei muitas
escrituras volumosas, sem jamais cometer um erro datilográfico.
Durante esse período o meu salário era de dez
mil reis ao mês (uma mixaria).
Então, o Destino permitiu que um famoso
advogado de nome Alfredo Rollemberg Leite adentrar-se no cartório e me viu
datilografar com a rapidez do relâmpago.
Aproximou-se de mim, e perguntou:
Você quer trabalhar comigo?
Pagarei cem mil reis ao mês.
Jubiloso com aquele inesperado acontecimento,
que me permitia independência financeira aos 13 anos, aceitei o convite
imediatamente.
No dia seguinte a cadeira em que me sentava
estava vazia.
Em 1939, antes do início da Segunda Guerra
Mundial, houve na Suécia um concurso de datilografia.
O campeão foi um sueco.
No Jornal do Comércio da cidade do Rio de
Janeiro, que o meu patrão mantinha assinatura, eu colhia informações a esse
respeito.
Então, tomei conhecimento de quantos foram os
toques do campeão.
Coloquei papel na máquina para aferir a minha
agilidade.
Empatei com o vencedor.
Lamento haver esquecido a quantidade dos
toques.
Edson Valadares
Nenhum comentário:
Postar um comentário