quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Meus prezados leitores



Aracaju, 4 de dezembro de 2015.

Meus prezados leitores:

Num passado não muito afastado, a crônica era um gênero literário que angariava uma ponderável gama de aficionados.
O apogeu da crônica aconteceu na primeira e segunda guerras mundiais, para onde convergia uma multidão de correspondentes de guerra.
A maioria dos grandes contistas desapareceu na poeira do tempo.
No século XX dois contistas brasileiros ganharam fama: Joel Silveira e Rubem Braga, correspondentes de guerra na Itália.
Este último foi transformado em mito, pela mídia sensacionalista.
Eu me apresento a vocês como contista extemporâneo, uma que escrevi a minha primeira crônica no ano de 1994, data em que comemorava 71 anos de idade.
Redigi muitas crônicas sobre a cidade do Rio de Janeiro, onde morei durante 50 anos.
Ao tomar conhecimento dessas crônicas, um notável crítico literário comparou-me ao famoso contista carioca João do Rio.
Acaba de surgir-me a ideia de revelar essas crônicas, pouco a pouco, neste Blog, mesmo correndo o risco da crítica, justa ou injusta.
Esclareço que em 2016 será editado no Rio de Janeiro, o meu livro PENSAMENTOS, etc.
As minhas crônicas constituirão um caderno desse livro, o qual englobará uma miscelânea de gêneros literários.
Acredito que antes de dar os primeiros passos nessa jornada, a qual suponho mais longa do que a viagem de Maro Polo à China, eu deva oferecer-lhes um conciso comentário sobre a crônica.


CRÔNICA


“Les chroniques sont des recits historiques dont L’auteur est au moins pour partie contemporain”.

Portanto, a crônica é um gênero literário onde os fatos são narrados mantendo-se a ordem cronológica.
É, também, texto publicado em jornal ou outro tipo de periódico sobre fatos da atualidade ou não.
A crônica atingiu o seu auge na Idade Média após o século XII.
Com a significação moderna, o termo entrou em uso no século XIX, ganhando, assim, personalidade literária.
No Brasil, a crônica ganhou adeptos, tais como: Olavo Bilac, Machado de Assis, Humberto de Campos, Rubem Braga, Fernando Sabino, Joel Silveira, João do Rio e outros.
Um dos cronistas brasileiros mais conhecidos foi Paulo Barreto, o famoso João do Rio, autor de crônicas sobre a cidade do Rio de Janeiro.
Palavras do meu Editor:
“Como cronista de notável inspiração, EDSON VALADARES concilia esplendidamente a crônica e a literatura, tanto que o crítico literário MÁRIO CABRAL deu-lhe a alcunha de João do Rio merecidamente.
Esta Editora tem a satisfação de, neste livro, eclético, divulgar as suas melhores crônicas, a maioria delas também sobre a cidade do Rio de Janeiro.
É mister destacar as suas emocionantes crônicas de viagens na Europa, na América do Norte, na América Central e na América do Sul.
Esta Editora, na certeza de que todas as crônicas agradam ao bom gosto do leitor aficionado a este gênero literário um tanto esquecido no tempo corrente, tem a confiança de que as mesmas contribuirão para reflorestar a literatura brasileira”.
Amigos:
Para não me alongar, ponho aqui um ponto final, prometendo começar a publicar as crônicas em outra data.


Edson Valadares


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