Aracaju,
4 de dezembro de 2015.
Meus prezados leitores:
Num passado não muito afastado, a crônica era
um gênero literário que angariava uma ponderável gama de aficionados.
O apogeu da crônica aconteceu na primeira e segunda
guerras mundiais, para onde convergia uma multidão de correspondentes de
guerra.
A maioria dos grandes contistas desapareceu na
poeira do tempo.
No século XX dois contistas brasileiros
ganharam fama: Joel Silveira e Rubem Braga, correspondentes de guerra na
Itália.
Este último foi transformado em mito, pela
mídia sensacionalista.
Eu me apresento a vocês como contista
extemporâneo, uma que escrevi a minha primeira crônica no ano de 1994, data em
que comemorava 71 anos de idade.
Redigi muitas crônicas sobre a cidade do Rio de
Janeiro, onde morei durante 50 anos.
Ao tomar conhecimento dessas crônicas, um
notável crítico literário comparou-me ao famoso contista carioca João do Rio.
Acaba de surgir-me a ideia de revelar essas
crônicas, pouco a pouco, neste Blog, mesmo correndo o risco da crítica, justa
ou injusta.
Esclareço que em 2016 será editado no Rio de
Janeiro, o meu livro PENSAMENTOS, etc.
As minhas crônicas constituirão um caderno
desse livro, o qual englobará uma miscelânea de gêneros literários.
Acredito que antes de dar os primeiros passos nessa
jornada, a qual suponho mais longa do que a viagem de Maro Polo à China, eu
deva oferecer-lhes um conciso comentário sobre a crônica.
CRÔNICA
“Les chroniques sont
des recits historiques dont L’auteur est au moins pour partie contemporain”.
Portanto, a crônica é um gênero literário onde
os fatos são narrados mantendo-se a ordem cronológica.
É, também, texto publicado em jornal ou outro
tipo de periódico sobre fatos da atualidade ou não.
A crônica atingiu o seu auge na Idade Média
após o século XII.
Com a significação moderna, o termo entrou em
uso no século XIX, ganhando, assim, personalidade literária.
No Brasil, a crônica ganhou adeptos, tais como:
Olavo Bilac, Machado de Assis, Humberto de Campos, Rubem Braga, Fernando
Sabino, Joel Silveira, João do Rio e outros.
Um dos cronistas brasileiros mais conhecidos
foi Paulo Barreto, o famoso João do Rio, autor de crônicas sobre a cidade do
Rio de Janeiro.
Palavras do meu Editor:
“Como cronista de notável inspiração, EDSON
VALADARES concilia esplendidamente a crônica e a literatura, tanto que o
crítico literário MÁRIO CABRAL deu-lhe a alcunha de João do Rio merecidamente.
Esta Editora tem a satisfação de, neste livro,
eclético, divulgar as suas melhores crônicas, a maioria delas também sobre a
cidade do Rio de Janeiro.
É mister destacar as suas emocionantes crônicas
de viagens na Europa, na América do Norte, na América Central e na América do
Sul.
Esta Editora, na certeza de que todas as
crônicas agradam ao bom gosto do leitor aficionado a este gênero literário um
tanto esquecido no tempo corrente, tem a confiança de que as mesmas
contribuirão para reflorestar a literatura brasileira”.
Amigos:
Para não me alongar, ponho aqui um ponto final,
prometendo começar a publicar as crônicas em outra data.
Edson Valadares
Nenhum comentário:
Postar um comentário