Aracaju,
27 de novembro de 2016
Excelentíssimo Senhor
Deputado
RODRIGO MAIA,
Presidente da
Câmara dos Deputados.
Agora
são 13h 50.
Assisto
na TV Câmara o programa de música caipira.
O
apresentador convida o capitão X para dar um pronunciamento.
Até
os eventuais presidentes das sessões da Câmara Federal convidam para falar na
Tribuna o cabo, o sargento, o tenente, o capitão e o major, bem como o pastor;
Mas
não chamam o médico, o advogado e outros deputados pelas suas profissões.
Parece-me
ridículo que um deputado ingresse fardado no recinto da Câmara.
Aliás,
a Câmara dos Deputados não é quartel, nem igreja.
Na
gestão do vosso antecessor, protestei mais de uma vez, contra esse procedimento esdrúxulo, que ofende a minha inteligência.
Confio
que V. Exa. concordará com esta minha opinião e tomará as devidas providências.
Outro
absurdo que me irrita é a formação de uma bancada evangélica na Câmara dos
Deputados.
Respeitosamente,
Edson Valadares
(Poeta,
escritor. Candidato ao
Prêmio Nobel de Literatura; 93 anos).
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