segunda-feira, 22 de agosto de 2016

RENAN CALHEIROS





Aracaju, 18-8-2016


Excelentíssimo Senhor Senador
RENAN CALHEIROS, Presidente
Do Congresso Nacional.

Excelência:

Próximo dos 93 anos, eu tomo remédios de uso contínuo e ponho nos olhos três colírios.
Comprei hoje dois medicamentos, um custou R$ 48,63 o outro, R$ 23,58. No total de R$ 72,21.
A nota fiscal informa:
“Tributos totais incidentes (Lei Federal 12.741) 2012 / 25,31. Tributos Federal, Estadual e Municipal”.
Excelência:
Do exposto, está evidente que esses impostos extorsivos incidentes sobre os remédios, caracteriza os Poderes Executivo e Judiciário como inimigos da saúde do povo brasileiro, notadamente dos pobres, dos idosos e dos aposentados, como eu.
Sabe-se que em Portugal a taxa dos impostos incidentes sobre remédios é de 2%.
Ademais, os remédios estão isentos de impostos em muitos países.
Essa política de cobrar impostos extorsivos sobre remédios vem de encontro à cínica campanha de saúde pública pregada na Constituição.
                 Abaixo os impostos sobre remédios!
 Respeitosas saudações,

      Edson Valadares
(Poeta, escritor. Candidato ao
Prêmio Nobel de Literatura de 2016.)

Caros leitores



Aracaju, 19-8-2016

Caros leitores:

A minha existência tem sido uma saga desde que nasci no sertão do Nordeste, Estado de Sergipe.
Nasci na fazenda dos meus pais, que me doaram aos meus avós quando a minha idade era de apenas seis meses.
Para registrar nos anais deste blog, pretendo divulgar fragmentos interessantes da minha saga.
Vivi no sertão durante dez anos, tempo que me permitiu escrever o livro CONTOS do SERTÃO, o qual se compõe de 51 contos emocionantes.
Atraso o ponteiro do relógio para relatar o que me aconteceu no ano de 1950.
No mês de janeiro, aos 26 anos de idade e portador de um diploma de Contador, embarquei num avião e parti para a cidade do Rio de Janeiro.
No final desse ano, li num jornal o anúncio de um banco carioca, que desejava selecionar um Contador-geral.
Ora, eu jamais tinha sido bancário. Dentre mais de cem cartas a minha foi a escolhida.
O telefone tocou e a voz de uma mulher de sotaque carioca convidou-me a comparecer à sede do banco em determinado dia e hora a fim de ser entrevistado pelo presidente.
A surpresa causou-me forte emoção.
Após a entrevista, no dia 2 de janeiro de 1951 eu assumia o cargo de Contador-geral de um banco sem jamais ter sido bancário.
Após seis anos de atividade bancária, gritei para mim mesmo:
“Eu sou Contador e não bancário”.
Candidatei-me ao cargo de Sub-contador da Metro Goldwin Mayor of Brazil. O fato de conhecer o idioma inglês influiu para que eu fosse vencedor, mais uma vez.

Edson Valadares

JOSÉ ANDERSON NASCIMENTO







Aracaju, 14-7-2016


Excelentíssimo Senhor Doutor
JOSÉ ANDERSON NASCIMENTO,
DD. Presidente da ASL.


Excelência:

O meu bom senso discorda com o teor desta correspondência dirigida a V. Exa. a propósito da palestra do filósofo CLEIBER, nesta segunda.
Somente a V. Exa. eu confio a minha opinião a respeito da dita palestra.
Como estudioso da Ciência da Eloquência, observei a fragilidade do palestrante.
Ele cometeu várias infrações à arte da palavra.
A principal infração diz respeito à lei básica de uma palestra, qual seja: Início, meio e fim.
A palestra foi estereotipada desde o seu início.
A citação de nomes de filósofos, tais como: PLATÃO, SÊNECA e outros, nada significa, mesmo porque a maioria dos presentes os ignoram.
É regra usual que ao se mencionar um filósofo, o palestrante deve citar a opinião dele sobre o tema da palestra, com o intuito de reforçar a sua própria opinião.
A sua dicção também não foi exemplar, por falta de harmonia e sonoridade. Ora as suas palavras
explodiam e, no momento seguinte, se acalmavam, como um lago sem ventania.
Nada do que ele falava me era estranho.
Certamente a maioria do público presente nada compreendeu.
As sombras da noite desciam do céu e eu me vi obrigado a deixar o recinto antes do ponto final da palestra.
A ninguém mais manifestarei a minha opinião.
Respeitosamente,


Edson Valadares
(Palestrante e orador)

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