terça-feira, 15 de maio de 2018

PATRÍCIA VERÔNICA NUNES


Aracaju, 9 de maio de 2018.


Excelentíssima Mestra da Ciência
do Direito e da Literatura, doutora
PATRÍCIA VERÔNICA NUNES
 CARVALHO SOBRAL DE SOUZA.

Excelência:

Na manhã de hoje a LAN HOUSE entregou-me as duas fantásticas críticas literárias às quais V. Exa. dignou-se a apreciar a minha arte literária, iniciada aos 70 anos de idade na cidade de Ilhéus.

Se eu silenciasse, cometeria um pecado.
Entretanto, eu subiria o monte Everest com maior facilidade do que comentar as vossas palavras, os vossos elegantes elogios.

Os dois textos em questão considero antológicos. Nem eu mesmo teria competência para retratar-me de forma tão eloquente, tão brilhante como a luz do sol.

Apenas esses dois textos são suficientes para que V. Exa. seja sagrada como gênio da Ciência do Direito e da Literatura.

Assim como o poeta francês CORNEILLE se ajoelhava aos pés da rainha da França no momento em que a ela entregava os seus dramas poéticos, eu me

ajoelho aos vossos pés para agradecer as vossas candentes palavras que fazem estremecer o meu “eu”.

Ainda este ano, publicarei um livro de cartas recebidas (mais ou menos 150) de rei, rainha, Academias de Letras da Europa, etc.) e, se V.Exa. não fizer objeção, os primeiros textos do livro serão esses da vossa autoria.

Recentemente, intelectuais da Bahia me compararam a Goethe e a Shakespeare, como poeta. A contista, como Tchekoff, etc. ademais, fui incluído entre os principais escritores do Brasil.

O meu próximo livro a publicar intitula-se CARTAS do BRASIL (9 volumes de 500 páginas cada).

Finalmente, a V. Exa. envio um milhão de agradecimentos, bem como um milhão de aplausos.

   Au revoir,


           Edson Almeida Valadares
                  (95 anos).

PATRÍCIA VERÔNICA NUNES


Aracaju, 6-5-2018.


Excelentíssima Mestra
PATRÍCIA VERÔNICA NUNES
CARVALHO SOBRAL DE SOUZA.


Excelência:

Rogo desculpar-me pela ousadia de incomodar-vos uma vez mais, com a minha correspondência.

Mas... aconteceu-me um fato singular, que me parece digno do vosso conhecimento.

Acaba de morrer a minha segunda esposa de 54 anos de idade, vítima de um AVC.

Penalizada de mim, a minha Musa rompeu o silêncio e veio do monte Parnaso para consolar-me com o poema LAMENTAÇÃO, que transmito a V. Exa.

“Nascer, viver e morrer,
é um fenômeno que este
poeta não sabe compreender”.

Excelência:

Ninguém é profeta em sua terra, sentenciava a condessa francesa Mme DE SÉVIGNÉ, a maior epistológrafa da França e do mundo.

Para ganhar fama no mundo literário de quem nasce em Sergipe, quer no passado, quer atualmente, deve migrar para a cidade do Rio de Janeiro ou a capital de São Paulo.

São exemplos: Tobias Barreto, João Ribeiro, Silvio Romeiro, Hermes Fontes, Joel Silveira, e alguns mais.

Sergipanos que mereciam a fama, mas confinados nas fronteiras do Estado, não obtiveram: Mário Cabral, Manoel Cabral Machado e outros, apagados da minha memória.

Em 1984, nascia na cidade de Tobias Barreto, Deise Valadares, que seria a poetisa grega Sappho reencarnada.

O livro dela, CANTO de UMA JOVEM, publicado online pela AMAZON, confirma a opinião do saudoso crítico literário Mário Cabral.

Entretanto, oferecido a algumas editoras do Rio de Janeiro e de São Paulo, não provocou interesse.

Ela e eu somos candidatos ao Prêmio Nobel de Literatura de 2018 e de 2019.

Somente beberemos o vinho da glória, no caso em que sejamos laureados.

Prisioneira nas fronteiras deste Estado, V. Exa não tem a possibilidade de obter fama nacional; fama que, aliás, não cobiça.

Quando eu olho para o poente e vejo o fluir do crepúsculo, ponho-me a configurar que, a qualquer momento, saberei se há vida após a morte.

A minha obra literária em processo de edição, soma 15 livros e 10.000 páginas.


No momento, escrevo apenas o meu Diário, e algumas cartas.

Obedeço à máxima de Goethe, a saber: “Aquilo que se escreve no momento da inspiração, não deve ser alterado depois”.

Escrevo ao decorrer da pena, na velocidade do relâmpago.

Finalmente, a ASL sem a vossa presença não brilha como a luz do sol.

Efusivas saudações,


            Edson Valadares

DIÁRIO Maio 2018 -13


DIÁRIO
  2018
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                                    Maio

13.              O Diário foi um gênero literário de muito prestígio no passado.
Hoje vive no ostracismo, ao menos em nosso país.
O meu principal gênero literário é, obviamente, a poesia.
Em seguida, o Diário.
Já publiquei o DIÁRIO de UM POETA (volume I). O volume II nascerá no próximo ano, enxertado com acontecimentos que, por certo, ocorrerão na minha próxima visita de despedida à cidade do Rio de Janeiro.
Após esse preâmbulo, penetro no assunto objeto desta data.
Levantei-me às 5 horas, com o intuito de iniciar-me na leitura do livro de 575 páginas, intitulado GETÚLIO VARGAS – DIÁRIO (1930-1936).
Lamento que a letra seja menor do que uma pulga, e eu tenha que usar óculos de grau e mais uma lupa.
Espero virar a última página no próximo mês de junho, eis que, nos intervalos, leio o livro de CERVANTES (DOM QUIXOTE) e, simultaneamente, vou analisando cada capítulo.
Agora são 10h 34.
Redijo este Diário ao som de música clássica.
De repente, olho para o céu e vejo um montão de nuvens brancas ou escuras. Essas nuvens não se movem. Aqui e acolá vê-se o que me parece sejam lagos azuis por onde penetram os raios do sol, dando-me a impressão de que as nuvens, como nós, humanos, tomam banho de sol.


        Edson Valadares

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