Aracaju, 24 de maio de 2016
Mensagem
Excelentíssimo Senhor
presidente da
Câmara dos Deputados:
Excelentíssimos
Senhores deputados federais:
Vossas
excelências são representantes do povo, mas não são, exatamente, defensores do
povo.
Faço uma
grave denúncia:
O meu
cardiologista receitou-me o remédio XARELTO, de uso contínuo.
Esse
medicamento é indicado para prevenção de derrame.
A embalagem
tem 28 comprimidos; um comprimido para cada dia.
A nota
fiscal, informa:
Valor 261,41
Desconto 52,28
Custo 209,13
Tributos
totais incidentes R$ 75,64.
É assim que
o Governo Federal pretende cuidar da saúde da população?
Há países
onde os remédios não estão sujeitos ao pagamento de impostos. A mídia informa
que, em Portugal, há a cobrança da taxa de 2% sobre todos os remédios!
Eu uso
outros remédios que prorrogam o prazo da minha morte.
Durante um
mês, o meu dispêndio com remédios soma perto de R$ 1.000,00.
Vivo,
exclusivamente, dos meus proventos de aposentado.
O meu lazer
consiste, unicamente, na leitura dos meus livros de poesia e prosa.
Não faço
investimentos em poupança, porque não sobra um real.
Enquanto
muito se fala em “TRANSPARÊNCIA”, os lucros dos laboratórios e das farmácias
estão escondidos numa caixa preta inviolável.
Excelências:
Por que a
Câmara dos Deputados se omite nessa questão?
Por que o
mercado financeiro cobra, impunimente, taxas extorsivas com a conivência do
Banco Central e a Câmara não aprova projeto-de-lei regulando esse mercado?
Respeitosamente,
Edson
Valadares
(Poeta e escritor; Candidato ao Prêmio
Nobel de Literatura de 2016; 92 anos).
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