terça-feira, 24 de maio de 2016

HENRIQUE MEIRELLES



Urgente


Aracaju, 23 de maio de 2016.

Excelentíssimo Senhor
Ministro da Fazenda,
HENRIQUE MEIRELLES.


Excelência:

Recebi da Mãe - Natureza as chaves do tesouro da lógica, do bom senso e da razão.
No caso em que eu estivesse no vosso posto de ministro, proporia as seguintes providências mais urgentes.
Preliminarmente, solicito a V. Exa. que requisite do arquivo os inúmeros e-mails que remeti para os dois ministros que antecederam V. Exa.
Sugestões:
a)    Mudar o nome desse Ministério para: Ministério da Economia e das Finanças;
b)    Exigir do Poder judiciário um juizado exclusivo para cobrar e receber a dívida ativa de 500 bilhões de reais;
c)    Reduzir o efetivo do Exército para 150.000 (igual ao da França);
d)    Reduzir o efetivo da Aeronáutica de 60.000 para 20.000;
e)    Cancelar a compra absurda de aviões de guerra da Suécia;
f)     Determinar ao IBGE que apure a quantidade de repartições federais existentes nos estados, os seus custos de pessoal e administrativos, o número de funcionários, se a sede é própria ou alugada, e o que faz cada repartição;
- Nota - Nesta pequena capital eu vejo mais repartições federais do que estrelas no céu.
g)    Criar uma empresa estatal para pesquisar e explorar as riquezas existentes nas terras indígenas, hoje exploradas por clandestinos;
h)    Reabilitar a Lei 2004 que criou a Petrobrás. O petróleo é nosso;
i)      As águas territoriais pertencem à União, portanto os royalties do petróleo extraído no mar à União pertence e deve ingressar no orçamento da União, para, daí ser distribuído a quem fizer jus;
j)     Reduzir o absurdo número de parlamentares da Câmara Federal, para a metade;   

Excelência:

Se eu tivesse o poder, o Brasil seria unicameral, como existe em muitos países do mundo.
k)   Transferir para os estados as reservas de conservação, como já aconteceu com a ilha de Fernando de Noronha.
Respeitosamente,

Edson Almeida Valadares

(Petroleiro aposentado; poeta, escritor, pensador. Candidato ao Prêmio Nobel de Literatura de 2016; 92 anos)


Renan Calheiros



Urgente


Aracaju, 24 de maio de 2016.

Excelentíssimo Senhor Senador
RENAN CALHEIROS, presidente
Do Senado Federal.


Excelência:

A mídia de hoje publica entrevista de V. Exa. a respeito da votação da nova meta fiscal. Num certo trecho, V. Exa. declara: “ Vamos aprovar para ajudar o Brasil ”.
Agora virou moda, todos os políticos declaram ajudar o Brasil.
Ora, o Brasil é um país. Não tem coração, nem sangue, nem alma.
Recomendo a V. Exa. que quem precisa de ajuda é a Nação, ou seja, o povo brasileiro.
Aliás, o nosso povo e os agentes econômicos são os principais culpados pela crise nacional.

Anuncia- se que 70 milhões de brasileiros têm os seus nomes no SPC e no SERASA, os quais estão preocupados mais em pagar as suas dívidas do que comprar.
Sem consumidor, não há produção, não há comercialização, nem há arrecadação de impostos.


É evidente que a Nação caminha em direção ao precipício.
A salvação da pátria consiste em cortar gastos e desinchar os Três Poderes, verdadeiros mastodontes burocráticos.

Respeitosamente,

Edson Valadares
 (Poeta, escritor e pensador).

Mensagem



Aracaju, 24 de maio de 2016


Mensagem


Excelentíssimo Senhor presidente da
Câmara dos Deputados:
Excelentíssimos Senhores deputados federais:


Vossas excelências são representantes do povo, mas não são, exatamente, defensores do povo.
Faço uma grave denúncia:
O meu cardiologista receitou-me o remédio XARELTO, de uso contínuo.
Esse medicamento é indicado para prevenção de derrame.
A embalagem tem 28 comprimidos; um comprimido para cada dia.
A nota fiscal, informa:
Valor          261,41
Desconto     52,28
Custo         209,13

Tributos totais incidentes R$ 75,64.
É assim que o Governo Federal pretende cuidar da saúde da população?
Há países onde os remédios não estão sujeitos ao pagamento de impostos. A mídia informa que, em Portugal, há a cobrança da taxa de 2% sobre todos os remédios!
Eu uso outros remédios que prorrogam o prazo da minha morte.
Durante um mês, o meu dispêndio com remédios soma perto de R$ 1.000,00.
Vivo, exclusivamente, dos meus proventos de aposentado.
O meu lazer consiste, unicamente, na leitura dos meus livros de poesia e prosa.
Não faço investimentos em poupança, porque não sobra um real.
Enquanto muito se fala em “TRANSPARÊNCIA”, os lucros dos laboratórios e das farmácias estão escondidos numa caixa preta inviolável.

Excelências:

Por que a Câmara dos Deputados se omite nessa questão?
Por que o mercado financeiro cobra, impunimente, taxas extorsivas com a conivência do Banco Central e a Câmara não aprova projeto-de-lei regulando esse mercado?

Respeitosamente,

Edson Valadares
(Poeta e escritor; Candidato ao Prêmio Nobel de Literatura de 2016; 92 anos).


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