quarta-feira, 6 de setembro de 2017

RODRIGO MAIA





Aracaju, 5-9-2017.


Excelentíssimo Senhor Deputado
RODRIGO MAIA, Presidente da
Câmara dos Deputados.


Excelência:

Quando acontecia a CPI sobre a refinaria de Pasadena, alertei, por email, à essa CPI que requisitasse os balanços da refinaria a partir da data da aquisição.
Alertei, também, que a CPI exigisse o inventário do acervo.
No caso em que não tivesse o inventário, isso representaria uma grave atitude.
Concluída a CPI, que ignorou as minhas sugestões, enviei emails para a Câmara e para o Senado
Argumentando sobre a necessidade dessas providências.
Por ignorância do que seja um balanço contábil, e o que seja um inventário, os deputados e senadores silenciaram.
É evidente que se houve lucro, demonstrado no balanço, esse lucro deveria ser deduzido do valor a compra.





Chego à conclusão de que se faz necessário a existência de uma escola de contabilidade destinada a ensinar essa ciência, obrigatoriamente, a Suas Excelências.
Considerando que as minhas sugestões não são levadas a sério, jamais voltarei a tratar desse assunto.
Respeitosamente,


         Edson Valadares
(Petroleiro aposentado. Contador,
 Auditor, poeta e literato; 94 anos)


Dr. LUIZ CARLOS FACÓ



Aracaju, 3-9-2017.


Dr. LUIZ CARLOS FACÓ:


O seu silêncio me causa preocupação.
 Estou lendo o livro TODA PROSA, de LIMA BARRETO.
 Em uma de suas crônicas, o grande escritor carioca, afirma:
 “Castro Alves, o maior poeta do Brasil”.
 Está provado de que escritor e jornalista nada entende de poesia, porém essa gente emite palpites despudorados.
 Parece-me evidente que LIMA BARRETO desconhecia GONÇALVES DIAS.
 Informo que a segunda edição do meu livro “VERSOS no ESPELHO” (354 páginas) virá à luz ainda este ano.
 Ainda este ano nascerá mais um livro meu, a saber: MISCELÂNEA LITERÁRIA DE UM ESCRITOR (750 páginas).
 É do meu profundo desejo publicar livros intitulados “CARTAS DO BRASIL”, com mil páginas cada.
Esses livros são, talvez, em número de sete.
 Asseguro que o livro “CARTAS DA INGLATERRA”, de RUI BARBOSA, não me causa inveja, no que diz respeito ao estilo.
  No aguardo do seu suspiro, subscrevo-me.


                Edson Valadares

EUNÍCIO OLIVEIRA



Aracaju, 2 de setembro de 2017.


Excelentíssimo Senhor Senador
EUNÍCIO OLIVEIRA,
Insigne Presidente do
Congresso Nacional.


Excelência:

Há no meu cérebro uma usina que, à minha revelia, produz pensamentos.
Eu estava lendo o romance E O VENTO LEVOU.
De repente, surge um pensamento fortuito que causou espanto, uma vez que não conheço a legislação sobre os terrenos de Marinha.
Entretanto, esse pensamento me parece revolucionário.
O país atravessa grande crise econômica e financeira, principalmente por causa da recessão e consequentemente redução do consumo por parte do povo brasileiro.
Após esta introdução, revelo tal pensamento.
É chegado o momento do Poder Executivo vender os terrenos de Marinha aos Estados, Municípios e às pessoas que hoje pagam impostos sobre esses terrenos.
Do exposto, confio a V. Exa. esta proposta provavelmente inédita, apesar de lógica.
Respeitosamente,

Edson Valadares
(Poeta e escritor).

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A palavra exata


Aracaju, noite de 31-8-2017.


               A palavra exata.


Conclui a leitura do famoso livro MADAME BOVARY, de autoria do romancista francês GUSTAVE FLAUBERT.
Diz a lenda que ele se torturava para encontrar a palavra exata em uma frase.
Isso pode ser verdade, uma vez que FLAUBERT levou dez anos para escrever o romance SALAMBÔ.
Esse fato me conforta, uma vez que eu não me torturo visando a escolher a palavra exata, isso porque somente escrevo quando sinto o calor da inspiração.
O poeta francês BOILEAU aconselhava ao escritor que redigisse no cérebro os seus textos, antes de pôr no papel.
Ademais, acrescentava que se o autor conhecesse bem o tema selecionado, as palavras jorrariam naturalmente.
Adoto apenas o acima recomendado.
Ao terminar de escrever em prosa ou verso, geralmente não me lembro o que redigi.
É preciso ler o texto e, raramente, mudo uma palavra ou coloco a pontuação no seu lugar.
A leitura em voz alta muito contribui para a correção que for necessária.
Uma generosa professora e acadêmica, disse-me: O que você compõe é privilégio dos gênios.

           Edson Valadares.


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