terça-feira, 4 de julho de 2017

LAURO JARDIM



Aracaju, 1º de julho de 2017.


LAURO JARDIM
Ilustre jornalista:


Na manhã de hoje leio a sua coluna no Jornal da Cidade.
Assim como um jardim contém flores, a sua coluna contém um jardim de variados assuntos.
Acredito que tenho motivo para enriquecer essa sua coluna, uma ou muitas vezes, no jardim da literatura.
Pela primeira vez na história do Prêmio Nobel de literatura, pai e filha são candidatos ao Prêmio Nobel deste ano e de anos próximos.
Eu, aos 94 anos de idade. Ela, aos 34 anos.
Notável poeta, escritor, professor universitário, doutor Mário Cabral, membro da Academia Sergipana de Letras e de uma Academia de Nova York, comparou-me, como poeta, a Goethe e a Shakespeare. A minha filha foi comparada à sublime poetisa grega Sappho.
Em verdade, eu li os 200 sonetos do vate inglês, e não fui mordido pelo escorpião da inveja.
A minha obra literária soma 13 livros, porém estou concorrendo com apenas estes dois; CONTOS do SERTÃO e o DIÁRIO de UM POETA, ambos publicados online, pela Editora AMAZON. A razão é que vivo dos proventos de aposentado, e não disponho de recursos financeiros para digitar e revisar todos esses livros que somam umas 8.500 páginas.
Provavelmente, ainda este ano a AMAZON publicará os livros VERSOS no ESPELHO (700 páginas) e o PENSAMENTOS, etc. (500 páginas).
Após a edição desses livros, o meu objetivo é imprimir os nove volumes do meu livro CARTAS do BRASIL (9 volumes somando cerca de 4.500 páginas), selecionadas dentre 15.000 cartas que escrevi em 21 anos.
Em verdade, eu sou epistológrafo, discípulo do consul    romano Cícero, e da condessa francesa Mme DE SÉVIGNÉ, os dois maiores epistológrafos de todos os séculos.
Na suposição de que V. Sª. dará atenção a esta missiva, subscrevo-me mui atenciosamente.



       Edson Almeida Valadares
(Poeta e escritor. Descendente do conde português Jorge Valadares, médico da expedição de Thomé de Souza que aportou em Salvador, Bahia, no ano de 1549).

EUNÍCIO OLIVEIRA



Aracaju, 29 de junho de 2017.

Excelentíssimo Senador
EUNÍCIO OLIVEIRA, Presidente
do Congresso Nacional.

                Excelência:

No JORNAL DA CIDADE de hoje, leio esta manchete:
“FRIO E CRUEL – PRESO ACUSADO DE ASSASSINAR IDOSO”.
Recentemente, um filho estuprou a própria mãe.
Este minúsculo Estado foi eleito o mais violento do País.
A mídia notícia que a criminalidade é de 59 assassinatos por cem mil pessoas.
De janeiro até este mês de junho houve mais de mil assaltos a ônibus. Esta capital tem 641.000 habitantes e 800 ônibus.
Os assassinos são inteligentes e precavidos, tanto assim que não matam Senador, Deputado, Governador, Bispo, Cardeal, e outras autoridades.
A classe média está sendo dizimada pelos assaltantes, pelos bandidos.
E os 3 Poderes assistem de camarote a essas ondas de violência.
Na China e outros 60 países há pena de morte, o único remédio para reduzir drasticamente a violência.
Conclamo o Congresso Nacional a aprovar projeto de Lei instituindo a pena de morte no Brasil, o mais rápido possível.
Palavras de gratidão escapam da minha boca e da boca de milhões de brasileiros.
Respeitosamente,

         Edson Almeida, poeta e escritor.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

LE SPECTRE DE LA ROSE



Aracaju, 26-6-2017.



 Prezados amigos:



 O poeta francês THÉOPHILE GAUTIER (1811-1872) está na lista dos melhores poetas do seu país.
 No final da Antologia lírica na França, encontro um dos seus mais famosos poemas, intitulado LE SPECTRE DE LA ROSE.
 Esse poema se enquadra perfeitamente, na opinião do filósofo grego PLATÃO, o qual sentenciava: o poeta vive nas nuvens.
 Os seus versos são inverossímeis e vestidos com a roupagem da tolice!
 Ei-lo.



                              Edson Valadares










                    LE SPECTRE DE LA ROSE
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Soulève ta paupière close
Qu’effeure un  songe virginal;
Je suis le spectre d’une rose
Que tu portais hier au bal.
Tu me pris encore emperlée
Des pleurs d’argent de I’arrosoir,
Et parmi la fête étoilée
Tu me promenas tout le soir.

O toi qui de ma mort fus cause,
Sans que tu puisses le chasser,
Toute la nuit mon spectre rose
A ton chevet viendra danser.
Mais ne crains rien, je ne reclame
Ni messe, ni De profundis;
Ce léger parfum est mon âme,
Et  j’arrive du paradis.

Mon destin fut digne d’envie:
Pour avoir un trépas si beau
Plus d’un aurait donné sa vie,
                Car j’ai ta gorge pour tombeau,
                 Et sur l’albâtre où je repose
                 Un poète avec un baiser
                 Ecrivit, Ci-git une rose
                Que tous les rois vont jalouser.

                                                               Théophile  Gautier 

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