quarta-feira, 6 de maio de 2020

GENIALIDADE


GENIALIDADE
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EU, POETA, DISCÍPULO DE HOMERO
EU, POETA, DISCÍPULO DE SAFO
EU, POETA, DISCÍPULO DE VIRGÍLIO

EU, POETA SATÍRICO, DISCÍPULO DE
GREGÓRIO DE MATOS
EU, POETA SATÍRICO, DISCÍPULO
DE A. POPE
EU, POETA SATÍRICO, DISCÍPULO
DE BOCAGE

EU, CONTISTA, DISCÍPULO DE JACK LONDON
EU, CONTISTA, DISCÍPULO DE TCHECOFF
EU, CONTISTA, DISCÍPULO DE MAUPASSANT

EU, CRONISTA, DISCÍPULO DE JOÃO DO RIO
EU, CRONISTA, DISCÍPULO DE MOLIÈRE
EU, CRONISTA, DISCÍPULO DE SWIFT

EU, AUTOR DE DIÁRIO, DISCÍPULO
DE SUZAN SONTAG
EU, AUTOR DE DIÁRIO, DISCÍPULO
DE VIRGINIA WOLF
EU, AUTOR DE DIÁRIO, DISCÍPULO
DE ANAIS NIN

EU, EPISTOLÓGRAFO, DISCÍPULO
DE CÍCERO, CÔNSUL ROMANO
EU, EPISTOLÓGRAFO, DISCÍPULO
DA MME DE SÉVIGNÉ
EU, EPISTOLÓGRAFO, DISCÍPULO DE
SÃO PAULO


EU, PENSADOR, DISCÍPULO DO REI
SALOMÃO
EU, PENSADOR, DISCÍPULO DE DESCARTES
EU, PENSADOR, DISCÍPULO DE VICTOR HUGO


OS POETAS SÃO PROTEGIDOS PELO
DEUS APOLO
OS POETAS SÃO PROTEGIDOS PELAS
MUSAS GREGAS
OS POETAS SÃO PROTEGIDOS PELOS DEUSES.


AOS DEUSES DO OLIMPO, ESTE POETA ROGA
SAÚDE, INSPIRAÇÃO E PROTEÇÃO.



ARACAJU TARDE LUMINOSA
DE 24 DE AGOSTO DE 2019.

Momento da Maturidade

Momento da Maturidade


Escrever a respeito desse tema é um desafio até para escritores consagrados.
É que a Maturidade do homem envolve matérias de diferentes áreas do conhecimento científico, tais como: a Sociologia, a Psicologia, a Filosofia, a Biologia.
Limitar-me-ei, portanto, a abordar o tema enfatizando o ponto de vista literário, sem excluir ligeiras excursões a outros terrenos do conhecimento, objetivando retratar de uma forma resumida o problema da Maturidade.
As dificuldades que surgem na tela do meu raciocínio são, de início, duas, a saber: 1) O que é Maturidade? 2) Quando se dá o momento da Maturidade?
Evidentemente, o fim da Maturidade é a morte do homem, assunto que já pertence ao mundo das religiões e do espiritismo.
Mas o que é Maturidade?
Do ponto de vista do Léxico, Maturidade é um termo oriundo do latim “Maturitate”, o mesmo que madureza, idade madura, perfeição, sazonamento.
Do ponto de vista sociológico, Maturidade é o grau em que as atitudes, a socialização e a estabilidade afetiva de um indivíduo refletem, como característica normal do homem adulto, um estado de adaptação ou ajustamento ao seu próprio meio.
Do ponto de vista biológico, Maturidade é o completo desenvolvimento de um organismo ou de um órgão.
Do ponto de vista filosófico, seria na Maturidade que o homem estaria capacitado iniciar-se nos estudos da reflexão epistemológica, ontológica, metafísica e ética, relacionada com a vida social, a sua origem seu desenvolvimento e seus fins.
E após essas considerações, estamos preparados para a grande pergunta do tema, cientes de que não teremos resposta científica satisfatória.
Quando se dá o momento da Maturidade do homem? Aos 30, aos 40, aos 50 anos?
Eu acredito que a idade do homem não sirva de parâmetro para afirmarmos: João tem 40 anos! É portanto, homem de Maturidade.
A afirmação poderia ser verdadeira do ponto de vista exclusivamente físico, corpóreo. Mas isso seria uma assertiva falsa. Há homens de 70 anos de idade fisicamente mais saudáveis do que outros de 40 anos. Muitos, nessa idade avançada, exibem cabeleira vasta e negra, enquanto outros de idade muito mais curta têm os cabelos prateados e frequentes vezes a cabeça lisa como uma pedra!
Portanto, a Maturidade física inexiste.
Então poderemos raciocinar para sabermos se a Maturidade seria do espírito. Neste caso, começamos a percorrer terreno minado de dificuldades, pois nem certeza temos da existência do espírito ou alma. E a Maturidade não pode ser estudada do ponto de vista metafísico, espiritual ou da fé, assuntos essencialmente subjetivos.
E após todas essas considerações, voltamos à pergunta inicial: quando se dá o momento da Maturidade?
Eu respondo: esse momento, se existe, não se daria numa certa idade do homem nem seria homogêneo a todos os homens.
Acredito que a Maturidade tenha muito a

ver com a razão, com a cultura, com os sentimentos do homem. E, evidentemente, com o grau de civilização de cada indivíduo e até mesmo dos povos.
O raciocínio nos diz, portanto, que o homem não tem sazonalidade, como os frutos.
No meu caso pessoal, tenho fortes razões para acreditar que a minha Maturidade começou no berço, quando minha saudosa mãe me embalava para cessar de chorar e dormir. Afirmo isto porque nunca me afastei dos meus princípios congênitos e essenciais à vida: a) amor; b) razão (bom senso) e c) honestidade.
Hoje aos 76 anos de idade, quando ponho os pés na fronteira da velhice, olho para trás a fim de observar a trajetória da minha existência e vejo que a Maturidade não se alterou do ponto de vista moral e filosófico.

No percurso do caminho da existência, eu progredi passo a passo no que diz respeito à cultura, advinda do interesse permanente de conhecer, de saber. E movido pela energia da curiosidade, embrenhei-me no estudo de muitas ciências ditas sociais.
A história universal está povoada de acontecimentos trágicos provocados por homens maduros ou idosos.
Observando o comportamento dos homens vejo, pois, que a idade não é fator de Maturidade.
Ainda no tempo atual tomamos conhecimento todos os dias, através dos meios de divulgação, da falta de Maturidade dos homens (muitos idosos), sejam ele dos Poderes Executivos, do Congresso e do Judiciário.
A imaturidade se revela em muitas decisões e leis injustas, contrárias à razão, à inteligência, oriundas desses poderes.
Vemos, pois, que a Maturidade não é produto de fórmulas químicas, nem de equações matemáticas ou leis da física.
A Maturidade é, assim, um estado de espírito fluido como a gota do orvalho.
E termino esta crônica sobre a Maturidade, com estes versos:



                            Maturidade
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Ao nascer na maternidade,
começa no homem a Maturidade.
A Maturidade não é o produto da idade
como no fruto se dá a sazonalidade!



Ilhéus, 15-08-2000

Edson Valadares

DÚVIDA DA DÚVIDA

                  
                           DÚVIDA DA DÚVIDA 
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 Eu duvido da existência de Deus.
 Eu duvido da existência do Diabo.
 Eu duvido da existência de Jesus Cristo.
 Eu duvido da existência de espíritos.
 Eu duvido da vida eterna.
 Entretanto, acontecem-me, frequentemente, fenômenos extraordinários, fantásticos, sem explicação, que me fazem duvidar da dúvida.
 Consulto meu sábio neurologista e ele simplesmente diz que minha mente é responsável por tudo isso.
 Em sonho, converso com parentes, amigos, pessoas conhecidas e até mesmo desconhecidas, vivas ou mortas. As conversas ora são rápidas e ora são demoradas. 
Muitas vezes duram horas. 


Lembro-me de muitos diálogos, mas, geralmente, deles não me recordo ao acordar.
 Às vezes, desperto à noite ouvindo alguém gritar meu nome: Valadares! Valadares!
 Independentemente da minha vontade, sinto estranhos calafrios. Levanto-me. Abro a geladeira, bebo água. Apanho um livro e leio até a volta do sono. 
Outras vezes (não afirmo se estou acordado ou não), sinto a aproximação em direção à minha cama de um ser que eu pressinto não pertencer a este mundo. Tenho medo. Quero gritar mas a voz fica aprisionada na garganta. Um braço congelado me aperta e, ofegante, pulo para fora da cama muito intrigado.
 Os meus sonhos são coloridos e tão reais como a luz do sol.
 Em sonho converso (raramente) com parentes mortos há muitos anos, como meus pais e avós.
 O meu irmão mais velho tinha pavor da morte. Morreu recentemente de enfarte, quando nadava na piscina de um clube.
Quando criança não fomos amigos. Ele era forte e três anos mais velho do que eu. Era brigão e meu pai recebeia muitas queixas de pais de crianças que ele espancava nas ruas da cidade onde morava. Eu fui criado com meus avós numa fazenda do sertão. Reuni-me à família (éramos nove irmãos) aos dez anos de idade. Naquela que para mim era uma cidade grande, estranha e perigosa, o meu irmão ao invés de me proteger das “gangues” era o primeiro a me hostilizar. Divertia-se chamando-me de “tabaréu” e muitas vezes eu o persegui pelas ruas para bater-lhe com uma acha de lenha.
 Meu pai costumava espancá-lo com seu largo cinturão por qualquer motivo (tolo ou não), e esse meu irmão, ainda de menor idade, fugiu para a capital da Bahia e mais tarde ingressou no Exército, apesar de um braço aleijado por queda de cavalo.
 Entretanto, na idade adulta, aquelas brigas de Infância foram esquecidas e nos tornamos bons amigos para sempre.
 Estranhamente, contudo, em sonhos frequentes ele se apresenta violento. Nunca fala. Me agride de várias maneiras, muitas vezes a socos e pontapés. Ora me ataca de faca ou atira em mim com um revólver. Certa vez, surgiu em minhas mãos um revolver e eu revidei dando-lhe vários tiros. Ninguém foi ferido, evidentemente.
 Estou sempre correndo risco de vida quando durmo e sonho. Às vezes, sou atacado por bois pretos, enormes, pontudos. Outras vezes sou perseguido por cobras venenosas que se enroscam ao meu pescoço e aproximam, devagarinho, do meu rosto, suas bocas peçonhentas; a língua para fora dançando como uma bailarina. Acordo apavorado e me salvo!
 Bandidos a pé ou em automóveis atiram em mim até de metralhadoras. Deito-me ao chão e fujo me arrastando para escapar das balas que passam perto de mim sibilando.
 Frequentemente sou “quase” atropelado por automóveis, caminhões, bondes e trens e me acordo no ápice do perigo, ofegante.
 Indivíduos mal-encarados, bandidos ameaçam-me com facas.
 A coisa é tão séria que consultei meu neurologista se eu correria risco de vida nesses sonhos, inclusive a possibilidade de um enfarte. Ele se limita a me tranquilizar.
 Ademais, eu assisto com assiduidade acontecimentos violentos nas ruas de cidades, especialmente do Rio de Janeiro. Acidentes de veículos, crimes, tumultos, tiroteios.
 Recentemente, presenciei um assassinato bárbaro (em sonho). Eu estava na calçada de uma rua de Botafogo (Rio), aguardando o momento de atravessá-la. Nisto, um automóvel preto bateu no fundo de um outro que, à sua frente parava no semáforo. Os motoristas saíram dos veículos e um deles, sem dizer uma palavra, enfiou no coração do outro uma faca enorme. O sangue da vítima esguichou e quase me salpica. Claro que acordei apavorado, transpirando, como teria acontecido se aquele episódio tivesse sido verdadeiro.
 Já participei de muitas guerras. Inclusive na Segunda Guerra Mundial, como soldado francês entrincheirado.
 Vejo centenas de tanques de guerra em movimento e atirando uns contra os outros; centenas de aviões de combate lutando no céu. Chego a ver, nitidamente, os rostos dos aviadores portando seus óculos especiais. Vejo, ainda, Exércitos em luta de baionetas, de fuzis, metralhadoras e canhões. Vejo milhares de soldados mortos ou feridos gemendo de dor.
 Entretanto, sofro muito e tenho medo quando nadando em oceano encapelado ou em rios caudalosos. No momento em que precinto a morte, acordo aliviado.
 Mas também tenho sonhos agradáveis, felizes.
 Abraço e beijo mulheres maravilhosas, semelhantes à deusa Afrodite ou Palas Ateneia.
 Viajo, de avião, para muitos países. Na vida real eu já voei de avião mas 600 vezes. E quando sonho acontecem as mesmas coisas e sensações do voo realístico. O avião levanta voo, lotado. A aeromoça transmite instruções aos passageiros para os casos de perigo no curso da viagem. As aeromoças e comissários de bordo servem comidas e bebidas aos passageiros. Eu bebo vinho, whisky e como sentindo o paladar.
Muitas vezes para minha tristeza, acordo antes do avião chegar ao destino. Outras vezes chego a Londres, Paris, Índia, Marrocos, Buenos Aires, etc. Hospedo-me em hotéis de luxo, troco dólares pela moeda local, participo de muitos eventos da cidade, tudo igual à vida real. Visito países árabes. Quando percorro as ruas apinhadas de gente estranha e desconhecida fico intrigado porque não compreendo o idioma que ouço, nem os letreiros que vejo nos frontispícios das lojas.
 Em sonho estive duas vezes no Japão (Tóquio) e me perdia a todo o instante devido ao caos de indicações das ruas e de endereços. Pedia informações aos transeuntes, em Inglês e outras línguas que falo, mas ninguém me compreendia e não me davam atenção. Não gostei do Japão nos meus sonhos e suponho que não gostarei se um dia for nesse estranho país do Oriente.
 Faz muito tempo que eu tive o sonho mais fantástico de toda a minha existência.
 Sonhei que visitava o inferno, embora ainda não tivesse lido A Divina Comédia, de Dante.
 Acredito que, caso exista mesmo inferno, não será diferente daquele que eu visitei numa noite de sonho.
 Entrei no recinto da Casa de Hades, acompanhado por uma guia jovem e falante. Logo no hall divisei o Diabo de chifres enormes, sentado junto a uma mesa de comprimento descomunal. Deveria ser mesa de reunião dos seus exus. O rosto dele era grave, as barbas ralas, pretas. Muito parecido com as fotografias que conhecemos. Assustei-me quando vi o inimigo de Deus, porém não tive medo nem desejo de cumprimentá-lo.
 O amável cicerone me introduziu num salão de tamanho descomunal, pontilhado de enormes caldeirões que expeliam chamas. De dentro deles, saiam gritos lancinantes. O meu guia explicava-me que esses gritos eram de almas de suicidas condenados ao fogo eterno. Acredito que o meu passeio no inferno tenha prosseguido, porém somente me lembro da visão dos caldeirões.
 Eu gostaria muito de sonhar visitando o céu. Infelizmente, ainda não tive essa oportunidade, talvez por ser ATEU.
 Nos últimos dias tem me acontecido, repetidamente, um fato insólito, estranho e inexplicável, durante as noites.
 Confesso que ignoro se estou dormindo, acordado ou em estado de devaneio.
 Alguém gordo como a minha esposa se deita ao meu lado, pesadamente. Empurra-me e respira fungando, exatamente como ela faz. Alguns segundos ou minutos depois, eu abro os olhos e a cama está vazia. Minha esposa é brincalhona, galhofeira e eu estava desconfiado de serem artimanhas dela. Mas não era. Na última noite tive essa confirmação, essa certeza.
 O fenômeno se repetiu. Eu estava prevenido para agarrá-la nesse exato momento. Quando o “fantasma” deitou-se ao meu lado eu estava possivelmente acordado e gritei: “dessa vez você não me escapa”. Eu disse isto porque estava seguro que minha esposa estava me pregar peça. Tentei abraçar, com força aquele corpo volumoso. Não havia ninguém. Abracei o vácuo. Desci as escadas apressadamente e ela dormia no sofá da sala onde assistia à programa de televisão.
 Confesso que me assustei, embora ATEU. Li durante toda a madrugada e escrevi estas histórias de sonhos, em tudo semelhante às histórias macabras de Edgar Allan Poe.
 E para encerrar, escrevo mais um fato pavoroso.
 Esta noite sonhei que atravessava as águas correntes do rio que percorria a fazenda do meu avô, no sertão de Sergipe, quando da minha infância. De repente, vi com a nitidez como que vejo o Sol, o cadáver nu de um adulto descendo a correnteza lentamente. Quase se esbarra em mim. Aquela visão macabra me transmitiu uma espécie de choque elétrico. Acordei sobressaltado. Livrei-me dos braços macios do deus do sono. Não dormi mais. Escrevo estas últimas linhas quando o Sol já desponta no horizonte, para afastar os fantasmas que se decidiram a me assombrar.
 Para contar “todos” os meus sonhos, eu escreveria livros que somassem, talvez, 500.000 páginas. Mas este resumo já me parece suficiente para suscitar na mente dos meus leitores um dilúvio de interrogações e perplexidades sobre esta coisa misteriosa que é o sonho.
 E por tudo isso, confesso: “eu tenho dúvida da dúvida”! 

Ilhéus, 22-07- 2000

  1.  Edson Valadares

domingo, 3 de maio de 2020

A ROSA

                         
                                     A ROSA... 



TU ÉS A FILHA DA
ROSEIRA
TU ÉS A RAINHA DAS
FLORES


DAS FLORES TU ÉS A MAIS
PERFUMADA
DAS FLORES TU ÉS A MAIS


BELA, MAIS COLORIDA
A MAIS COBIÇADA
TU ÉS A PREFERIDA DAS RAINHAS


TU ÉS UM PRESENTE QUE A 
NATUREZA OFERECE À HUMANIDADE
SERIA TU FILHA DA DEUSA VENUS?


EU DESEJO DORMIR NUMA SEPULTURA
ATAPETADA DE ROSAS DE TODAS
AS CORES.



ARACAJU,30-8-2019


EDSON VALADARES



A VIDA

               A VIDA
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No dia 7 de janeiro de 1924,
uma parteira me extraiu
do útero da minha saudosa
mãe. Ao abrir os olhos,

chorei pela primeira vez.
Sentia falta do ninho
onde morei durante nove
meses. No seio da minha

genitora tive a primeira refeição.
Nasci na fazenda dos meus
pais, um lindo paraíso.
Havia um jardim de onde

muitas flores perfumavam
o meu leito. Um riacho que
formava uma pequena cachoeira,
banhava as plantações da

fazenda. A casa estava
cercada de árvores frutíferas,
povoadas por passarinhos
que cantavam com alegria.

Na medida em que ia crescendo,
me admirava da Natureza.
Extasiei ao contemplar
o arco-íris, e tive medo

dos relâmpagos e dos
trovões. Ignorava o que
seria a vida e o que vim
fazer neste planeta misterioso.

Ainda hoje chegando aos
cem anos de idade, não
sei por que nasci, por que
vivo e por que vou morrer.

À procura de resposta
estudei o pensamento de
50 filósofos, sem resultado.
Estou sempre a me perguntar: Deus existe?

Aracaju, manhã de 12 de
Agosto de 2019.


Edson Valadares.

Caros leitores deste blog:

  Aracaju, 15 de setembro de 2020.      Caros leitores deste blog:      Com o apoio de vocês, este meu blog recebe acessos de qu...