Aracaju,
15 de dezembro de 2016
Excelentíssimo Senhor
Doutor
JOSÉ ANDERSON
NASCIMENTO, presidente
Da Academia Sergipana
de Letras.
Excelência:
POESIA
PASTORIL
VIRGÍLIO,
poeta italiano, é considerado o mais importante poeta latino.
Autor
do famoso livro ENEIDA.
Pode-se
afirmar que ele foi o Pai da poesia pastoril.
Desconheço
se algum poeta brasileiro compôs poemas desse gênero poético.
Na
qualidade de discípulo de VIRGÍLIO, acredito que eu seja o único poeta
brasileiro a imitá-lo.
Do
exposto, dou conhecimento a V. Exa. e a esta Academia, do meu poema pastoril, a
seguir transcrito, o qual seria aprovado por VIRGÍLIO, se vivo fosse.
Poesia Pastoril
A poesia pastoril,
de fama no passado,
morreu, vagarosamente,
ao escoar lento dos séculos.
No modernismo
deste tempo
é uma tentativa
difícil, de ressuscitá-la.
É um trabalho
do deus Hércules,
e um grande desafio
à inspiração do poeta.
No despertar do século XX,
eu nasci na fazenda Buril,
numa casinha branca
situada no sopé de
uma montanha arborizada
onde a lenda dizia
que havia em suas
entranhas uma mina de ouro.
A fazenda tinha um prado
atapetado de flores do campo,
de muitas cores.
No sopé da montanha
nascia uma bela fonte
de águas cantantes.
Ao nascer do Sol,
milhares de passarinhos
gorjeavam saudando
o rei do Universo.
Acorda também o campônio.
Após tomar o seu café,
na manhã radiante,
ele se apossa da charrua
e vai ao campo arar a terra
molhada pelas recentes
chuvas do início do inverno.
Depois ele enterra as sementes.
Em breve o campo verde,
anunciando boa safra
e bons lucros, ele sorri
e se sente feliz.
À noite, cansado,
o campônio dorme
como um deus.
Ao morrer a madrugada,
o canto estridente do galo
o desperta.
A rotina recomeça,
e, assim, os anos
passando vão, vagarosos.
E o homem envelhece
e morre sem compreender
por que viveu e morreu.
Edson Valadares
Aracaju, 2008
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